Um ano após o acidente aéreo que matou a cantora Marília Mendonça e outras quatro pessoas em Caratinga, Minas Gerais, a Polícia Civil afirmou que o piloto da aeronave não seguiu o padrão de pouso do aeródromo.
Segundo depoimentos da investigação, ele fez a aproximação pelo lado correto, mas "se afastou muito" do local recomendado.
"O que a gente tem até agora na investigação, o que a gente sabe mediante depoimentos feitos é que o piloto não fez a manobra que se esperava, ele saiu da zona de proteção do aeródromo para fazer esse pouso. Então, é um fator que pode ter contribuído para que o acidente ocorresse", afirmou o delegado regional de Caratinga, Ivan Lopes Sales, responsável pela investigação.
A zona de proteção é a área de entorno sujeita a restrições para que aeródromos possam operar com segurança. "Não há uma obrigatoriedade de pousar nessa forma padrão, mas, quando ele sai dessa zona de proteção do aeródromo, é por conta e risco dele. Ele se afastou muito, veio muito baixo e se chocou na rede de transmissão", disse o delegado.
As investigações apontam que a aeronave estava voando baixo e bateu em um cabo de uma torre de distribuição da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Com a tensão, o cabo de aço se enrolou no motor esquerdo da aeronave e fez com que ele se desprendesse no ar. Para chegar a essa conclusão, a Polícia Civil se baseou nos depoimentos de dois pilotos.
Os exames descartaram mal súbito ou que ele estivesse sob efeito de medicamentos ou drogas. Além disso, as condições meteorológicas eram "favoráveis" no dia do acidente.
Contudo, a conclusão das investigações ainda depende da finalização de laudos por parte do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que vão indicar se houve ou não falha mecânica na aeronave.

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