Repórter que roubou beijo de colega na Record é condenado por assédio sexual


CONDENADO! 

O jornalista Gerson de Souza, ex-Record, foi condenado na segunda-feira, 17, a dois anos e meio de reclusão pelo crime de importunação sexual (artigo 215-A da Lei 13.718/2018) pelo beijo lascivo e por tocar o braço de outra mulher dizendo que a pele era macia como a bunda dela. 

Há quase quatro anos ele foi acusado de assédio sexual por quatro colegas de trabalho (ele trabalhava no programa 'Domingo Espetacular, da Record). A pena, no entanto, foi convertida por ela mesma em prestação de serviços comunitários e multa de dez salários mínimos (R$ 13.200,00). Cabe recurso da decisão. 

O repórter, segundo acusação, fazia piadas de cunho sexual, falava palavras obscenas e apalpava seus corpos, as deixando constrangidas. A gota d'água para as denúncias foi um "beijo roubado" (ou "lascivo", para a Justiça) de uma jornalista casada. 

Gerson de Souza negou as acusações na polícia e na Justiça. Disse que era vítima de "revanchismo" por ter feito críticas ao trabalho de uma das denunciantes. Mas, após ouvir as vítimas e 21 testemunhas, a juíza concluiu que ele agia com "vontade consciente de praticar atos libidinosos".



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