quarta-feira, 20 de maio de 2020

FAMOSOS LAMENTAM MORTE DE JOVEM VÍTIMA DA TRUCULÊNCIA DA POLÍCIA NO RIO DE JANEIRO

 Imagem foi compartilhada nas redes sociais

morte do adolescente João Pedro Mattos Pinto, de 14 anos, que foi baleado dentro de casa por policiais durante uma operação no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, repercutiu entre famosos e causou comoção nas redes sociais nesta última terça-feira, 19.

A atriz Taís Araújo foi uma das artistas que se pronunciaram no Twitter falando da perda do menino. "O Estado Brasileiro mata. Diariamente. Aos montes. Até tudo virar 'apenas' número. Gente não é número. Gente tem nome, tem vida, tem história. Hoje foi o João Pedro. João Pedro não é um número".

A atriz ainda ressaltou o fato de o menino estar brincando dentro de casa quando foi atingido. “João Pedro brincava em casa quando foi baleado. Levado pelo Estado, sua família ficou até agora de manhã sem notícias, qdo seu corpo foi encontrado no IML. Mais um jovem negro assassinado. Até quando vamos continuar perdendo os João Pedros deste país?"

A cantora Ivete Sangalo também se pronunciou: “Desesperador. Não ver nunca mais um filho. Quantas perguntas sem respostas. Para essa criança João Pedro, de 14 anos nunca houve quaisquer garantias. Ainda que estivesse dentro de casa, nada poderia salvá-lo dessa perseguição histórica desgraçada que permeia a vida de tantos nesse país. Só piora. Dor no volume maximo da alma”.

 

Mc Rebecca falou sobre a morte da população negra em seu post e criticou a atuação das operações policiais no estado: "O isolamento social recomendado para a população durante essa pandemia não é obstáculo para o projeto genocida do Estado contra a população negra ! Mais um jovem negro vítima de uma operação policial! Meus pêsames a toda família de João Pedro".


Tatá Werneck, Bruno Gagliasso, IZA, Luciano Huck, Lázaro Ramos, Lucy Ramos, entre outros artistas se manifestaram sobre a morte brutal do jovem. 

“É inacreditável. Essa vida foi destruída. Essa família foi destruída. Vão falar do João Pedro alguns dias. Vão lembrar dele. Essa família por TODOS os dias permanecerá destruída. Ele tava em casa. Brincando. #vidasnegrasimportam”, lamentou Tatá Werneck.

“Brasil, o país que continua matando seus filhos pretos e pobres. Que vergonha. Que revolta”, lamentou Bruno Gagliasso.

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Brasil, o país que continua matando seus filhos pretos e pobres. Que vergonha. Que revolta. . . . . @wilsonwitzel #Repost @djamilaribeiro1 djamilaribeiro1 Fiquem em casa, dizem. Pois João Pedro Mattos estava em casa, brincando com seus primos, quando seu corpo foi mutilado com as balas perdidas que só encontram corpos negros. Domingo, estava assistindo a um telejornal, numa matéria em que falava sobre essa Operação que subia uma comunidade e matou várias pessoas no Complexo do Alemão, como se fosse a coisa mais normal do mundo. É normalizado, não deve ser normal.Cenas do Caveirão do Bope, veículo conhecido do Tropa de Elite, filme que ainda é exibido semanalmente, apesar de glorificar tortura, corporação e máquina de guerra genocidas para depois a matéria cortar para uma pessoa da polícia, penso que o delegado, dizer que era para a população ficar tranquila, pois não havia morrido nenhum "inocente". Historicamente ninguém dessas comunidades é ouvido em matérias como essa e, dessa vez, o formato se repetiu. Mais um discurso de supremacia branca produzido com sucesso na televisão, um discurso que produz mortes. João Pedro Mattos foi uma delas, juntando-se a Amarildo, Claudia, Ágatha e outras milhões de pessoas. Alvejado, e sob o risco de atrapalhar a sinfonia assassina entre polícia, governo e mídia, seu corpo foi subitamente colocado em um helicóptero, sem ninguém de sua família, que ficou dezesseis horas sem saber seu paradeiro! 16 horas! Tempos depois, após uma campanha na internet, descobriu que o corpo do menino estava no IML. O horror... o horror... Vale dizer, o governador do Rio de Janeiro foi eleito sob a promessa de uma política genocida, mais ainda da que já era praticada. Disse que sob seu comando a polícia ia mirar e “atirar na cabecinha”. Enojante, tudo muito revoltante. Existe uma guerra contra a população negra desse país. João Pedro, presente!

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“Acordei com essa notícia horrível. Que tristeza. Que dor. Até quando isso, meu Deus? #JoaoPedroPresente”, lamentou IZA.

Como se não bastasse toda tristeza devido à pandemia, acontece agora essa tragédia com João Pedro no Complexo do Salgueiro. O vírus da violência continua, no presente, a massacrar o futuro do Brasil. Banalizar o assassinato de um menino de 14 anos é inaceitável. Causa indignação esse extermínio de jovens pobres e negros nas comunidades país afora. Não é só no Rio. Isso é uma doença nacional que exige responsabilidade social de todos nós em busca da cura. Triste. Muito triste”, lamentou Luciano Huck.




“João Pedro, 14 anos baleado na barriga. Tristeza, revolta e mais uma vez o grito por justica de quem já está chorando seus mortos há muito tempo. A primeira coisa que nos tiram é a humanidade. Pra nós acreditarmos que não tem outro caminho. Não podemos acreditar nisso. Tem caminho e precisamos nos importar sim. Sempre”, declarou o ator Lazaro Ramos.


A atriz Lucy Ramos também fez uma reflexão sobre o caso: "Até quando o nosso povo vai virar estatística nessa guerra que a muitos anos vitima a população negra e periférica? Parece que olham para a cor da pele e enxergam alvos. Meus sinceros sentimentos aos familiares. João Pedro, presente!”.


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#Repost @djamilaribeiro1 ・・・ Fiquem em casa, dizem. Pois João Pedro Mattos estava em casa, brincando com seus primos, quando seu corpo foi mutilado com as balas perdidas que só encontram corpos negros. Domingo, estava assistindo a um telejornal, numa matéria em que falava sobre essa Operação que subia uma comunidade e matou várias pessoas no Complexo do Alemão, como se fosse a coisa mais normal do mundo. É normalizado, não deve ser normal.Cenas do Caveirão do Bope, veículo conhecido do Tropa de Elite, filme que ainda é exibido semanalmente, apesar de glorificar tortura, corporação e máquina de guerra genocidas para depois a matéria cortar para uma pessoa da polícia, penso que o delegado, dizer que era para a população ficar tranquila, pois não havia morrido nenhum "inocente". Historicamente ninguém dessas comunidades é ouvido em matérias como essa e, dessa vez, o formato se repetiu. Mais um discurso de supremacia branca produzido com sucesso na televisão, um discurso que produz mortes. João Pedro Mattos foi uma delas, juntando-se a Amarildo, Claudia, Ágatha e outras milhões de pessoas. Alvejado, e sob o risco de atrapalhar a sinfonia assassina entre polícia, governo e mídia, seu corpo foi subitamente colocado em um helicóptero, sem ninguém de sua família, que ficou dezesseis horas sem saber seu paradeiro! 16 horas! Tempos depois, após uma campanha na internet, descobriu que o corpo do menino estava no IML. O horror... o horror... Vale dizer, o governador do Rio de Janeiro foi eleito sob a promessa de uma política genocida, mais ainda da que já era praticada. Disse que sob seu comando a polícia ia mirar e “atirar na cabecinha”. Enojante, tudo muito revoltante. Existe uma guerra contra a população negra desse país. João Pedro, presente! . . Ps: prefiro não expor a foto do menino

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😢

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Não bastando a pandemia, mais uma notícia de apertar o coração e nos indignar. Mais uma vida interrompida. Já chega. #Repost @unicefbrasil with @make_repost ・・・ O UNICEF apela para o compromisso de proteger a vida de cada menina e menino, de prevenir homicídios e de priorizar a investigação de todas as mortes violentas de crianças e adolescentes. Compromisso esse assumido pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, Polícia Militar do Rio de Janeiro, Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Ministério Público do Rio de Janeiro, Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Defensoria Pública do Rio de Janeiro, Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e outras 17 instituições do governo e da sociedade civil ao compor o Comitê para Prevenção de Homicídios de Adolescentes no Rio de Janeiro.

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que Deus proteja nossas crianças 🖤 que tristeza 😢

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💔🙏🏻#Repost @djamilaribeiro1 Fiquem em casa, dizem. Pois João Pedro Mattos estava em casa, brincando com seus primos, quando seu corpo foi mutilado com as balas perdidas que só encontram corpos negros. Estava vendo jornal outro dia, numa matéria em que falava sobre essa Operação que subia uma comunidade e matou várias pessoas no Complexo do Alemão, como se fosse a coisa mais normal do mundo. Cenas do Caveirão do Bope, veículo conhecido do Tropa de Elite, filme que ainda é exibido semanalmente, apesar de glorificar tortura, corporação e máquina de guerra genocidas para depois a matéria cortar para uma pessoa da polícia, penso que o delegado, dizer que era para a população ficar tranquila, pois não havia morrido nenhum inocente. Historicamente ninguém dessas comunidades é ouvido em matérias como essa e, dessa vez, o formato se repetiu. Mais um discurso de supremacia branca produzido com sucesso na televisão, um discurso que produz mortes. João Pedro Mattos foi uma delas, juntando-se a Amarildo, Claudia e outras milhares de pessoas. Alvejado, e sob o risco de atrapalhar a sinfonia assassina entre polícia, governo e jornal, seu corpo foi subitamente colocado em um helicóptero, sem ninguém de sua família, que ficou dias sem saber seu paradeiro! Dias! Tempos depois, após uma campanha na internet, descobriu que o corpo do menino estava no IML. O horror... o horror... Vale dizer, o governador do Rio de Janeiro foi eleito sob a promessa de uma política genocida, mais ainda da que já era praticada. Disse que sob seu comando a polícia ia mirar e “atirar na cabecinha”. Enojante, tudo muito revoltante. Existe uma guerra contra a população negra desse país. João Pedro, presente! . . Ps: prefiro não expor a foto do menino

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🖤

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João Pedro Mattos, 14 anos, baleado e morto dentro de casa, em São Gonçalo, no Rio, durante operação policial. Aqui dados da plataforma @fogocruzadorj sobre tiroteios durante a quarentena no Rio: 👇🏿 “Nos dois meses de quarentena, a plataforma Fogo Cruzado registrou 992 tiroteios/disparos de arma de fogo na região metropolitana do Rio. O levantamento foi feito entre os dias 14 de março a 13 de maio, quando foi decretada no Rio a restrição de serviços não essenciais e circulação de pessoas para conter a contaminação pelo novo coronavírus. Em comparação com o mesmo período de 2019 – em que foram registrados 1.454 tiroteios -, houve uma queda de 32%. Durante esses tiroteios, 345 pessoas foram baleadas (158 mortas e 187 feridas), 28% a menos do que os baleados no ano passado – 479 (234 mortos e 245 feridos). Do total de tiroteios mapeados durante a quarentena (992), em 285 (29%) deles houve presença de agentes de segurança*, praticamente o mesmo índice registrado no ano passado: em 395 (27%) dos 1.454 tiroteios havia agentes na cena. Dentre os baleados, houve 25 agentes de segurança**, 9 mulheres, 3 crianças (com idade inferior a 12 anos), 7 adolescentes (com idade entre 12 anos e 18 anos incompletos) e 12 pessoas foram vítimas de balas perdidas***. Houve ainda 4 pessoas baleadas dentro de casa e 8 casos com 3 ou mais civis mortos a tiros em uma mesma situação: no total, 28 civis foram mortos.” * Presença de Agentes: Situações em que são percebidas a presença de agentes de segurança durante o tiroteio/disparo. Exemplo: Operação, Ação, Assalto a agentes etc. ** Agentes de segurança incluem policiais civis, militares, federais, guardas municipais, agentes penitenciários, bombeiros e militares das forças armadas – na ativa, na reserva e reformados. *** Vítima de bala perdida”: a pessoa que não tinha nenhuma participação ou influência sobre o evento no qual houve disparo de arma de fogo, sendo, no entanto, atingida por projétil (ISP).”

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Que país é esse ???? #vidasnegrasimportam

Uma publicação compartilhada por Preta Gil 🎤 (@pretagil) em

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João Pedro estava fazendo tudo o que mandaram: tava isolado, em casa, com a família. Certinho. Direitinho. Assim como eu e, provavelmente, você. Assim como o meu filho, e provavelmente, o seu. Afinal, essas são mesmo as orientações de segurança contra o nosso inimigo em comum que atende pelo nome de Coronavírus. Acontece que há um outro inimigo, muito mais antigo, que só não nos é comum por um grande detalhe: pela desigualdade social que assola esse país. Desigualdade essa, que faz com que para mim, branca, loira, classe alta, o ato de ficar em casa seja realmente uma orientação de segurança. Mas ela também faz com que o mesmíssimo gesto, para João Pedro, Agatha, e tantos outros, seja apenas uma orientação. SEM segurança. Pior: sempre chega o dia em que a falta dela tira a vida deles. Isso é desesperador. É devastador. É desumano. E só vamos ver uma luz no fim do túnel quando encararmos a desigualdade, o racismo, e a violência exatamente como encaramos o Corona: como um mesmo inimigo de todos nós, independentemente da raça ou classe social. Porque ninguém, absolutamente ninguém ganha com uma vida interrompida aos 14 anos. Meu Deus do céu, meus mais sinceros sentimentos à família deste menino.

Uma publicação compartilhada por Fernanda Gentil (@gentilfernanda) em

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Todo dia o estado Brasileiro mata criança pobre e preta. Todo santo dia. Eu nunca vou perdoar Regina Duarte por ter dito na época da eleição que Bolsonaro falava os absurdos que sempre disse “Da boca pra fora”, quando ela como artista deveria saber que a PALAVRA é a coisa mais forte que existe. A PALAVRA move o mundo. A PALAVRA é a força primária da ação. A PALAVRA racista de Bolsonaro, Witzel e todos os fascistas que o povo Brasileiro elegeu, matou JOÃO. A PALAVRA sai da boca dessas pessoas como um vírus a procura de hospedeiros com mente vazia e arma na mão. O DISCURSO DE ÓDIO, A PALAVRA, MATA ANTES DA BALA. Por isso, eu nunca vou perdoar quem cinicamente finge não saber o que acontece no Brasil. Eu nunca vou perdoar os jornalistas que aplaudem e dizem “mais um CPF cancelado” ao ver um corpo preto no chão que sequer teve direito a um julgamento justo. Eu nunca vou perdoar os blogueiros/youtubers/ARTISTAS Brasileiros, com milhões de seguidores, CALADOS. Essa gente calada não mora no mesmo Brasil que eu. Nunca vou perdoar esse silêncio. Às vezes, me dá vontade de ir nas fotos que os FAMOSOS Brasileiros postam na beira da piscina e pedir, como se pede para as celebridades internacionais: PLEASE COME TO BRAZIL! ✊🏾💔 #joaopedro #PleaseComeToBrazil #paremdenosmatar #poderparaopovopreto #racismo #pobre #vidasnegrasimportam

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