
Equipes de reportagem foram censuradas durante a manifestação em apoio ao presidente Jair Bolsonaro da tarde deste domingo, 3, na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Houve agressões físicas, ameaças e diversos xingamentos.
O repórter fotográfico do jornal "O Estado de S. Paulo" Dida Sampaio foi derrubado duas vezes de cima de uma escada enquanto fazia fotos. Foi então agredido com chutes e 1 soco no estômago quando já estava em pé. O motorista do Estadão Marcos Pereira também foi insultado. Os manifestantes gritavam palavra de ordem como "Fora Estadão". Esses profissionais tiveram que ser escoltado pela PM. A equipe passa bem.
O repórter do Poder360 Nivaldo Carboni levou 1 chute e foi hostilizado várias vezes. O repórter fotográfico Orlando Brito, do site "Os Divergentes", e o repórter Fabio Pupo, do jornal Folha de S.Paulo, foram empurrados ao tentar ajudar Dida Sampaio.
A pressão dos manifestantes fez com que alguns dos profissionais de mídia fossem retirados do local por uma viatura da Polícia Militar do Distrito Federal.
Outros profissionais de imprensa foram insultados. Os manifestantes gritavam também “Globo lixo” enquanto o presidente Jair Bolsonaro fazia uma live no Facebook.
Milhares de apoiadores de Bolsonaro se reuniram na Esplanada dos Ministérios em ato estimulado pelo presidente. Bolsonaro desrespeitou todas as normas de saúde pública ao participar da manifestação. Sem máscara, desceu a rampa do Planalto e deu uma volta em todo alambrado. Assim, espelhados do presidente, a maioria não estavam usando máscaras.
As atividades e os serviços da imprensa é considerado um serviço essencial, e que por isso, estão nas ruas trabalhando.
A Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) publicou nota em que repudia o ataque aos jornalistas.
"Em pleno Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, jornalistas foram hostilizados e covardemente agredidos por militantes políticos ao realizarem a cobertura de manifestações em apoio ao presidente Jair Bolsonaro na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Tais acontecimentos evidenciam o risco cada vez maior ao qual o discurso belicoso e ultrajante do presidente da República expõe os repórteres brasileiros”, afirma o texto da Abraji.

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