domingo, 21 de junho de 2020

EM ABERTURA MARCANTE DO JN, BONNER E RENATA ANUNCIAM 50 MIL MORTES POR COVID-19 E DESABAFAM: "A HISTÓRIA REGISTRARÁ OMISSÕES”

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FICOU PRA HISTÓRIA! William Bonner e Renata Vasconcellos, abriram a edição do "Jornal Nacional", na noite deste último sábado, 20, lamentando as mais de 50 mil mortes pelo novo coronavírus no Brasil. Os âncoras afirmaram que faz parte do conceito de nação a capacidade de empatia pelo próximo e afirmou que a história vai registrar as omissões daqueles que foram negligentes em meio à pandemia de covid-19. Bonner se referiu a "uma minoria barulhenta" que não quer o tom de tragédia no noticiário.

"A história vai registrar também aqueles que se omitiram, que foram negligentes, que foram desrespeitosos. A história atribui glória e atribui desonra. E história fica para sempre", afirmou Bonner.

Em dados atualizados, o Brasil já registrou 1.071.085 de casos confirmados pelo covid-19. Além disso, o país tem cerca de 50.090 mortes e 543.186 recuperados.

Logo após a escalada (os destaques do jornal), a dupla de âncoras relembrou o objetivo do JN de tirar "um minuto para respirar", como explicou Bonner, e absorver a atual situação do país.

"É um marco trágico na pandemia. Mais de 50 mil mortes. 50 mil. Uma nação se define como uma reunião de pessoas que partilham sentimentos, afeto, laços, cultura, valores, uma história comum. Empatia é a capacidade que o ser humano tem de se colocar no lugar do outro, de entender o que o outro sente. Uma nação chora seus mortos, se solidariza com aqueles que perderam pessoas queridas. 50 mil. 

Diante de uma tragédia como essa, uma nação para, ao menos um instante, em respeito a tantas vidas perdidas. É o que o Jornal Nacional está fazendo agora diante desses rostos que temos perdido desde março", disse  Renata.

Bonner continuou: "É um sinal muito triste dos tempos que vivemos, que tenhamos que explicar esta atitude. Não para a imensa maioria do povo brasileiro, de jeito nenhum, mas para uma minoria muito pequena, mas muito barulhenta, para quem o que nós fazemos, o jornalismo profissional, deveria, se não fechar completamente os olhos para essa tragédia, pelo menos não falar dela com essa dor". 

"O JN já pediu, você lembra, que a gente parasse para respirar porque tudo vai passar. O JN já lembrou que as vidas perdidas não podem ser vistas só como números. E a gente pede mais uma vez, a gente repete também que 50 mil não são um número, são pessoas que morreram numa pandemia. Elas tinham família, mães, pais, tios, avós, colegas de trabalho", afirmou Bonner.

Bonner continuou: "E, nós como nação devemos um momento de conforto pra todos eles". 

Na sequência, Renata afirmou: "Pra nós mesmo, porque nós somos uma nação. Tudo isso vai passar, e quando passar, é a história com H maiúsculo que vai que vai contar pra gerações futuras o que te fato aconteceu. A história vai registrar o trabalho valoroso de todos àqueles que fizeram de tudo para combater a pandemia.Os profissionais de saúde em primeiro lugar". 

Por fim, Bonner afirmou que a história vai registrar omissões em meio à pandemia de covid-19. "A história vai registrar também aqueles que se omitiram, que foram negligentes, que foram desrespeitosos. A história atribui glória e atribui desonra. E história fica para sempre", finalizou Bonner. Veja um trecho abaixo! (VÍDEO COMPLETO AQUI)



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